O clima político nos Estados Unidos atingiu um novo nível de tensão na última quinta-feira (5/2), após o presidente Donald Trump publicar um vídeo altamente controverso em sua rede social, a Truth Social.
Na peça de aproximadamente um minuto, que mistura teorias conspiratórias sobre fraudes eleitorais, os rostos do ex-presidente Barack Obama e de sua esposa, Michelle Obama, são exibidos sobrepostos a corpos de macacos na cena final.
A publicação gerou uma onda imediata de repúdio entre democratas e observadores internacionais.
VEJA VÍDEO:
A video posted on President Trump’s Truth Social account portrays former President Barack Obama and former First Lady Michelle Obama as apes. pic.twitter.com/B6TLnB2Vqm
— Yashar Ali 🐘 (@yashar) February 6, 2026
Ben Rhodes, ex-conselheiro de Segurança Nacional e aliado próximo de Obama, usou a rede social X para classificar Trump e seus seguidores como “racistas”, afirmando que os americanos do futuro verão o casal Obama como “figuras queridas”, enquanto o atual presidente será estudado como uma “mancha na história”.
O governador da Califórnia, Gavin Newsom, também subiu o tom, chamando o comportamento de “repugnante” e cobrando que todos os republicanos condenem o ato sem exceções.
Este não é um episódio isolado na estratégia digital de Trump. O mandatário tornou-se conhecido por utilizar ferramentas de Inteligência Artificial para ridicularizar opositores.
Em julho do ano passado, ele já havia compartilhado um vídeo gerado por IA que mostrava Barack Obama sendo preso dentro da Casa Branca sob o olhar risonho de Trump.
O uso sistemático de deepfakes e montagens ácidas na própria plataforma de Trump tem levantado debates sobre os limites da ética e do racismo na comunicação oficial da Casa Branca.
Enquanto a base aliada vê as postagens como “humor e crítica política”, opositores e entidades de direitos civis alertam para a desumanização de figuras públicas negras e o fomento ao discurso de ódio em um ano eleitoral já inflamado.
