EUA estudam bloquear acesso de Moraes a Apple e Google

Brasília (DF), 22/08/2024 - O ministro do STF, Alexandre de Moraes, durante a solenidade comemorativa ao Dia do Soldado, no Quartel-General do Exército, em Brasília. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O governo dos Estados Unidos, sob influência de aliados do ex-presidente Donald Trump, está avaliando a possibilidade de aplicar sanções contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), com base na Lei Magnitsky. Essa legislação permite que o país sancione indivíduos estrangeiros acusados de corrupção ou violações de direitos humanos, restringindo seu acesso a serviços e bens de empresas norte-americanas.

Entre as medidas cogitadas estão o bloqueio de contas em plataformas como Apple e Google, a proibição de uso de serviços de companhias aéreas e redes de hotéis com sede nos EUA, além de restrições financeiras. A iniciativa teria sido articulada por figuras próximas ao bolsonarismo, como o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e o comentarista Paulo Figueiredo, que alegam perseguição política por parte do ministro.

Segundo os proponentes da medida, Moraes teria violado liberdades civis ao autorizar bloqueios de contas em redes sociais, prisões preventivas e censura de conteúdos considerados críticos ao Judiciário. Eles defendem que tais ações configuram abuso de autoridade e justificam a aplicação da Lei Magnitsky.

Até o momento, o governo brasileiro não se pronunciou oficialmente sobre o assunto. Moraes, por sua vez, mantém sua posição em relação às investigações sobre atos antidemocráticos e ataques às instituições, contando com o apoio da maioria dos ministros do STF.

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