Carolina Vicentin – Band
Quando os nova-iorquinos começarem suas homenagens às vítimas dos atentados de 11 de Setembro, na manhã de hoje, vão se deparar com um cenário diferente do que o observado ao longo de uma década. No palanque, nada de discursos políticos. Eles foram vetados pelos familiares das vítimas, que estão desgostosos com os rumos da construção do museu do Marco Zero, como é chamado o local onde ficavam as torres do World Trade Center.
Uma reportagem do “The New York Times” revelou a disputa política por trás da construção do museu. Inicialmente prevista para ser inaugurada hoje, a obra não deve ficar pronta sequer para o aniversário de 12 anos dos atentados – tudo por conta de uma briga entre o prefeito de Nova York, Michael Bloomblerg, e o governador do Estado, Andrew Cuomo.
“Assessores de Bloomberg e Cuomo não conseguiram resolver suas diferenças sobre qual agência do governo vai pagar os custos operacionais do museu, cujo objetivo é documentar os ataques de 2001 e homenagear as quase 3 mil vítimas”, escreve o “NY Times”.
Em meio à crise, uma boa notícia para os 70 mil bombeiros e socorristas que trabalharam no dia dos atentados: o governo norte-americano vai pagar o tratamento de 50 tipos de câncer, que podem ser originados a partir da absorção de substâncias eliminadas durante a queda das torres (como o amianto). Estima-se que 55 pessoas tenham morrido de doenças relacionadas ao episódio.