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Eu escrevo

Eu quero escrever muitos textos para comunicar a outros corações as batidas do meu.

Sem almejar disputas ou editais, sem lamber prêmios nem fazer carnavais para exibir uma medalha no pescoço.

Escrever é como abrir as asas e se lançar no firmamento.

Registrar causas, lutas, amores e convicções; abrir as portas pesadas dos porões e deixar lá dentro apenas o medo do degredo.

Escrever não pode ser tarja de pertencimento, engavetamento de irmandades, porque é uma alça da liberdade virada para dentro da gente.

Ser comum, ser gente. E escrever, simplesmente!

Não ambiciono os púlpitos dos salões que diferenciam. Escrevo para resumir o que a voz interna diria, sem proselitismos nem verborragias.

Sinto o toque da linguagem.

A coragem, de apenas escrever e assim desenhar você que me recebe em leituras.

A magia da escrita não tem dono.

Não disputo entre escritos. Não persigo troféus. Escrever é trafegar o céu com um filete de mundo jogado na máquina ou no papel.

Me esqueça aqui, escrevendo.

Vivendo.

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