Jovem Pan
Neymar, Ronaldinho Gaúcho, Leandro Damião, Paulo Henrique Ganso, Lucas e vários outros atletas de renome estiveram em campo com a camisa da seleção nesta terça-feira, mas o Brasil precisou de um gol contra nos minutos finais para vencer a Bósnia por 2 a 1 em amistoso.
O lateral Marcelo abriu o placar logo aos três minutos de partida na AGF Arena, na cidade suíça de St. Gallen, gerando a expectativa de uma vitória fácil. Nove minutos, porém, Ibisevic balançou a rede mostrou que não seria bem assim.
O gol salvador aconteceu apenas a três minutos do apito final, quando Hulk, que substituiu Hernanes na etapa final, cruzou e Papac jogou contra o próprio patrimônio.
O próximo compromisso da seleção é um amistoso contra a Dinamarca, no dia 26 de maio, em Hamburgo, na Alemanha. Quatro dias depois, em Washington, a equipe do técnico Mano Menezes enfrentará os Estados Unidos.
Mano escalou a equipe num 4-4-2, com um losango no meio. Sandro era um legítimo cabeça de área, mais fixo, enquanto Hernanes ficava mais pela direita, e Fernandinho, pela esquerda.
Acostumado a jogar mais aberto, Ronaldinho atuou mais centralizado, se aproximando dos atacantes Neymar e Damião. Titular absoluto em outros tempos, o meia Ganso começou no banco de reservas e entrou na vaga do próprio R10 no decorrer da partida.
Na Bósnia, os atletas mais conhecidos estavam do meio-campo para frente. Misimovic, ex-jogador de Bayern de Munique e Wolfsburg e atualmente no Dínamo de Moscou, foi um legítimo camisa 10, e teve a seu lado Pjanic, da Roma. No ataque, Dzeko, do Manchester City, foi a grande referência.
Com apenas três minutos de jogo, a seleção acertou uma bela troca de passes e fez o primeiro gol. Daniel Alves arrancou pela esquerda, se infiltrou pelo meio e rolou para a esquerda. Já dentro da área, Marcelo encheu o pé de primeira e acertou o canto esquerdo.
No entanto, bastou uma ida ao campo de ataque para que os bósnios empatassem. Aos 12 minutos, Dzeko roubou a bola e adiantou para Ibisevic, que chutou entre as pernas do marcador. Julio César foi surpreendido pela finalização e aceitou.
Por pouco a seleção não marcou o segundo minutos depois, aos 19. Fernandinho descolou ótimo lançamento rasteiro para Leandro Damião, que, assim como Marcelo, chegou batendo. Begovic espalmou e, no rebote, Hernanes dividiu e ficou apenas com o escanteio.
As jogadas iniciais deram a falsa impressão de que o primeiro tempo seria de muitos gols, ou pelo menos de bom futebol, mas o ritmo foi caindo com o passar do tempo.
No Brasil, os grandes destaques eram os laterais. Marcelo voltou a aparecer bem aos 27, trocando passes com Neymar, que chutou em cima da marcação. Um minuto depois, Daniel Alves soltou a bomba de longe, e Begovic voou para evitar o desempate.
Percebendo que poderia ir além de apenas se limitar a defender, a Bósnia imprimiu certo sufoco nos 15 últimos minutos. Aos 35, Dzeko driblou David Luiz e já perto da linha de fundo, pela esquerda, rolou para Misimovic. De frente para o gol, o meia bateu forte e encobriu a meta.
Ainda antes do intervalo, aos 44, em novo passe de Dzeko. O atacante do City agora tocou para Pjanic, que encheu o pé. Desta vez, Julio César não vacilou e espalmou para que a zaga completasse.
A seleção voltou do vestiário sem modificações, mas tentando atacar mais. Aos cinco minutos, Ronaldinho recebeu de Daniel Alves e tocou para Neymar, que arriscou de fora. Begovic segurou firme.
A resposta bósnia veio aos 12, quando Pjanic arriscou de longe. A bola explodiu na zaga e, na sobra, Misimovic finalizou perigosamente à esquerda do gol.
Mano foi fazendo alterações e colocando o time cada vez mais para frente. Ganso, que substituiu Ronaldinho, rolou para Marcelo, que cruzou para Hernanes, aos 21 minutos. Em sua última tentativa antes de dar lugar a Hulk, o meia da Lazio cabeceou para fora.
Seis minutos depois, Neymar acelerou pela meia esquerda, fintou o marcador e, da entrada da área, apenas colocou. Begovic caiu no canto esquerdo e encaixou.
Com as trocas feitas pelo técnico, a seleção se mantinha no campo de ataque por maior tempo, mas não criava grandes chances de gol. Um novo lance de perigo aconteceu apenas aos 41, quando Hulk ganhou na força e tocou para Lucas. No meio da área, o meia do São Paulo furou feio.
Até que aos 44 a seleção saiu do sufoco, na base do abafa. Ganso sofreu falta e cobrou rapidamente, acionando Hulk na esquerda. O atacante cruzou forte e, ao tentar cortar, Papac acabou marcando contra.








