No dia 7 de outubro, tive a oportunidade de escrever para o EXTRA (veja texto aqui) sobre a vida e a obra do professor Francisco Reynaldo Amorim de Barros.
Foi ele quem idealizou o ABC das Alagoas, cuja primeira edição foi bancada do próprio bolso e hoje (está na terceira) ganhou forma e contornos maiores que o seu criador.
Quem disse que o destino das criaturas não é a própria superação? Romper barreiras, rasgar cortinas, respirar os ares desafiadores do mundo, deixarem-se levar pelas novidades preservando o rastro de histórias que ajudaram a recolher?
O ABC das Alagoas é consulta obrigatória a todos os pesquisadores/curiosos sobre esse Estado tão cheio de contradições, saudades, paixões e ódios. De uma história tão rica e ao mesmo tempo cercada pela miserabilidade, um projeto politico de manutenção de castas (características do feudalismo) e também prosperidade de um punhado de gente, hiper-concentração de renda naturalizada pelas instituições, amansada pelas religiões, agregada ao dia a dia como nuvens passeando pelo céu azul, nos mares e lagoas, do sol de Maceió.
Professor Reynaldo se despede do mundo da carne. É o destino de todos nós. A diferença dele: deixou uma rica pesquisa com acesso para todos. De graça. O corpo se vai, fica a obra do ser humano. Sua criatura.
No áudio que abre esta matéria, ele me agradece pelo texto escrito no EXTRA, poucas semanas antes de partir. Eu é quem agradeço professor.
INFORMAÇÕES SOBRE VELORIO E ENTERRO
O velório acontece na Casa Jorge de Lima, praça Sinimbú até às dez da noite desta quinta, 9 de novembro de 2023.
Enterro no Memorial Parque, no Benedito Bentes, às dez da manhã do dia 10 de novembro de 2023.






