A negativa do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais 
As informações são do O Globo.
No fim de junho, o Ibama negou a licença prévia para o Estaleito Eisa Alagoas, que o grupo Sinergy pretende construir em Coruripe, no litoral sul alagoano. De acordo com o órgão ambiental, o local escolhido pela empresa para construção do estaleiro é inadequado, por estar localizado em área de mangue. “Mais da metade da área proposta [55,4%] para instalação do empreendimento encontra-se em área de preservação permanente [APP], área de mangue, ecossistema fundamental para inúmeras espécies”, diz parecer emitido pelo Ibama.
Para Calheiros, a recusa do Ibama foi política e as exigências para a construção do estaleiro em Alagoas estão sendo maiores do que para empreendimentos semelhantes instalados em outros estados do país. Em resposta à negativa da licença ambiental, o senador pediu vistas a um projeto que tramita na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado para criar cargos e que garante o remanejamento definitivo de servidores de outros órgão que foram cedidos para o Ministério do Meio Ambiente.
“Indiscutivelmente, é uma questão política. Nós sempre ajudamos, eu sempre tive boa vontade, mas, enquanto o Ibama não resolver esse problema de Alagoas, sinceramente eu não vou ter com o Ibama a mesma boa vontade que eu sempre tive”, disse Calheiros, que tem o apoio dos outros dois senadores alagoanos, Fernando Collor (PTB) e Benedito de Lira (PP).
Com o pedido de vista, o projeto saiu da pauta. Com o começo do recesso do Congresso e, em seguida, o período eleitoral, a proposta corre o risco de ficar parada na CCJ por muito tempo. “Eu o tirei de pauta e não pretendo trazê-lo de volta enquanto o Ibama não resolver essa questão em Alagoas. Já que virou uma questão política, nós vamos tratá-la como questão política a partir de agora e até o fim”, reiterou Calheiros.
Em ofício enviado ao grupo Sinergy na última semana, o Ibama pede que o empreendedor apresente locais alternativos para a construção do estaleiro, com informações comparativas sobre o impacto ambiental de cada uma, de acordo com a legislação ambiental brasileira. A empresa anunciou que irá pedir a reconsideração do parecer pelo Ibama.
A construção do estaleiro tem previsão de investimentos de R$1,5 bilhão. De acordo com o governo de Alagoas, a obra pode gerar até 10 mil empregos diretos e 40 mil indiretos.