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Espiritismo não tem dono: liberte-se

A escrita é um canal sublime de manifestação do pensamento, que por sua vez movimenta energias, sinônimo de vida e força.

Pode ser considerada um dom, uma arte ou uma técnica aperfeiçoada pelos estudos e prática cotidiana. Para mim, escrever é viver!

Seria muito difícil então, escrever sobre algo que desconheço, tal o nível de envolvimento com o ato. Por este motivo basilar, sossego os críticos da minha escrita analítica sobre Espiritismo e espíritas.

Sim, meus amados irmãos de fé, eu estudo! Leitora desde os seis anos de idade, já “devorei” livros de cunho espírita em diversas fases da vida, e Kardec mora conosco, entre outros ilustres clássicos merecedores de respeito pela qualidade de suas obras. Contudo, não consideramos isto bandeira de distinção e temos o pudor de exibir letramento como insígnia de privilégio, em uma sociedade que capenga analfabetismo estrutural.

Deste alicerce outra conclusão não se pode tirar: o Espiritismo é livre! Não há grilhão que impeça um espírita de pensar, questionar, e propor renovação na mentalidade híbrida de um meio que se afirma filosofia, religião e age como fundamentalistas radicais.

Portanto, não adianta tentar se utilizar de jargões elitistas no intuito de desqualificar aquilo que escrevo , me mandando fazer leituras, pois certamente já fiz e por isso falo com tanta tranquilidade sobre os equívocos que grande número de espíritas estão cometendo nesta “última hora”.

Não creiam possuírem o domínio da legitimidade porque transferiram o papado católico para médiuns “santificados”. Tudo isso não passa de ilusão criada pelo hábito arcaico de institucionalizar a fé e dominar multidões. Espiritismo é liberdade, neste caminhar erramos e acertamos, carregando nossas responsabilidades.

Amadurecimento é etapa convulsiva, quando insistimos em continuar na posição fetal em bolhas de privilégio. A nascituro chora, mas não atrasa o tempo.

Urge renascer! Renovar. Oxigenando as mentalidades acorrentadas no medo, nas fantasias e principalmente aquelas contaminadas pela maior chaga da humanidade, o egoísmo, um novo perfil de espírita ganha materialidade no Brasil, uma pátria ferida e necessitada de luz!

Nós que optamos pela postura progressista, estamos assumindo amorosamente a liberdade de sermos espíritas sem a necessidade do arcaísmo tradicionalista; atuamos politicamente na sociedade do nosso tempo e não aceitamos rótulos de ilegítimos, porque o amor que nos move é inspirado nos exemplos de Jesus Cristo, o libertário que desarmou com palavras aqueles que estavam acostumados a apedrejar e matar, para dominar e oprimir.

Paz, mesmo que o belicismo nos procure; nossos argumentos visam a libertação e a plenitude, e isso só é possível com muito amor!

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