Uma joia alagoana será mostrada através de sua escrita na Bienal do Livro em Maceió, seu nome é Laynne Fontes e já tem quatro obras publicadas.
O Coletivo Mulheres que Escrevem estará lançando obras de autoras alagoanas ou não, com espaço para autógrafos e diálogo com as escritoras ou escritores, pois a parceria de gênero é uma das características primordiais do conglomerado cultural.
Na ocasião Laynne Fontes participará com duas de suas obras, e neste momento destacamos aquela que desafia os tabus e as ignorâncias sobre pessoas que ouvem vozes.
Descrição do livro
Escrever esse pequeno livro fez eu me enxergar mais e olhar mais para as minhas vozes. Desde já, tratar das vozes e saúde mental ainda é um tabu, que devemos descontruir.
As vozes para mim tem um significado, tem toda uma história por trás e venho por meio desse livro desvendar algumas coisas por meio de perguntas que os meus colaboradores fizeram.
No mais, aproveite o livro como um guia para conhecer as pessoas que ouvem vozes. Com poemas e imagens venho através desse, trazer um pouco de mim para que você leitor veja como sou por dentro.
Personagem
– Eu mesma, pois se trata de uma autobiografia.
Motivação para a escrita
– A minha motivação para a escrita desse livro consistiu muito mais em passar informações sobre pessoas que ouvem vozes e também de alguma forma me ajudar a lidar melhor com elas e comigo mesma. Esse livro é minha parte do peito aberto a ser mostrado, minha parte mais vulnerável, mas ainda assim minha parte mais forte. Além disso, quis desconstruir a patologização envolvida em mim, que além de tudo isso, sou uma pessoa normal, que antes não me entendia como uma e através da escrita desse livro eu me senti com muitas possibilidades de ser.
Gênero literário
Narrativo/Autobiográfico
Forma de abordagem
– Esse livro foi escrito com a base nas perguntas dos colaboradores citados no livro (Álvaro Francisco, Estefany Emanuelle, Glória Maria, João Pedro, Loraine Oltmann e Stephanny Richelly), sobre a temática das vozes que escuto e como elas de alguma forma impactam e complementam na minha vida tanto pessoal, como de escrita também. Dando voz às minhas próprias vozes, é a maneira que vou vivendo assim.





