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Escrita nossa que rasga o céu

Se hoje eu tivesse uma religião ela se chamaria escrita! No altar do pensamento acenderia os radares e desfiaria com intensidade o olhar mais analítico, aquele profundo e político jeito de evitar julgar.

Porque juízo de valor é coisa de gente do mundo, nós, os sacros escrevinhadores corremos atrás de retóricas e embasamentos filosóficos para todas as denúncias proferidas, em nome da fé e do amor que alimentamos pela vida.

Os rituais da escrita possuem sua própria graça, mesmo quando o assunto é desgraça. Porque por trás do que se mostra há sempre uma nova possibilidade, coisas do tipo vírgulas ou reticências, sinais de que tudo pode ser modificado.

Escrever é ato santo!

Quantas almas vomitadas, libertas da amarras, por causa de um feixe de palavras!

Ah, a escrita bendita! Diante de cada letra me ajoelho e beijo o teclado que reproduz essa forma gráfica de vida.

Se pode ser história, por que mentir e ferir memórias?

Sendo possível poematizar, não vou seguir quem vai macular as lutas de um povo híbrido até na maneira de se declarar alguém.

Notícias falsas e mentiras pagas são as inférteis sementes, anti-luzes na capa da investida canalha. Parcela excomungada!

No santo ofício de não baixar a guarda, escrevo essa crença na força da revelação no formato maiúsculo da utopia, anunciada pela poesia de nunca dizer amém.

Religiosa e contrita, peço a benção da escrita, agora e sempre, amem!

 

 

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