Assessoria
Serão ao menos 450 escolas e 30 mil alunos de todo o Estado visitando a 7ª Bienal Internacional do Livro de Alagoas. Esse é o número de instituições credenciadas para visitar o evento até o dia 29 de novembro, no Centro de Convenções Ruth Cardoso. Mas o número pode ser muito maior, já que ainda é possível agendar visitas guiadas, ou mesmo realizá-las sem o cadastramento.
Responsáveis pelo agendamento e recepção das escolas, Cristiane Honorato e Jane Rose relatam que os visitantes são orientados pelos monitores e distribuídos conforme a programação cultural. “Hoje a gente vai receber uma média de 1500 alunos nos três horários e cerca de 62 escolas agendadas, fora aquelas que estão vindo sem agendamento”, diz Cristiane.
Os alunos são provenientes de todas as regiões de Alagoas, como Campo Alegre, Arapiraca e Boca da Mata, no entanto é das escolas públicas de Maceió que sairão a maior parte dos visitantes, pois a Prefeitura da capital disponibilizou pelo menos 10 mil vales livros com valor de R$ 10,00 para que os estudantes e R$ 25,00 para os professores do Ensino Fundamental possam fazer compras.
De acordo com Cristiane, diante da grande procura das escolas na última Bienal, a Edufal teve que limitar o número de escolas para a edição deste ano, mas ainda é possível realizar o agendamento de novas escolas para alguns horários. “Isso foi necessário, porque ficava quase impossível a circulação pelos corredores na Bienal. Então fizemos um limite pensando na capacidade máxima do teatro, que é utilizado para as atividades culturais. Apenas ontem tivemos uma procura de 300 alunos para o balé da Emília Clark”, justifica.
A professora da Escola Santa Tereza, Carine Grace, estava apressada com os seus alunos, pois o tempo que dispunha era pouco diante do interesse deles diante das diferentes editoras disponíveis no evento. Ela disse que não tinha como dar entrevista “Moço, eu tenho pouco tempo, eles querem comprar as coisas”, mas ainda assim relatou a razão porque estava na Bienal. “A gente trabalhou em um projeto de leitura e isso só veio a complementar o que a gente viu durante o ano”, justificou. Antes de ir para o evento, as crianças haviam estudado os autores, fizeram trabalhos sobre eles e aproveitaram a Bienal para comprar o que foi visto em sala.
Fabiana Santos, professora do Complexo Educacional Agostiniano, relatou que todos os anos de Bienal a instituição sai do município de Palmeira dos Índios para participar do evento. “Sábado, trouxemos 45 alunos e hoje estamos em torno de 80. A gente já faz um trabalho com eles de preparação, fala sobre a existência de diferentes literaturas: de cordel, antiga e moderna”, detalha.
O Espaço Sesc também continua com o espaço aberto para participação de suas atividades, promovidas na Bienal. A entidade já inscreveu pelo menos uma dezena de instituições de ensino e organizações não governamentais (ONGs), no entanto ainda é possível que escolas públicas ou de cunho filantrópico se cadastrem.
Guilherme Ramos, analista de Literatura do Sesc, informa que são oficinas de artes visuais, literatura, música e cinema. “Nós temos um programa de comprometimento e gratuidade em que precisamos atender a um determinado público e comprovar que eles foram atendidos. Então eles precisam ser cadastrados. Solicitamos os documentos de todos os alunos e durante esse período eles fazem a participação na nossa sala, no Espaço Sesc, e também caminham pela Bienal”.