Na última segunda-feira (27/5) o governador de São Paulo Tarcísio de Freitas (Republicanos) sancionou a lei que cria o programa de escolas cívico-militares no estado. A cidade agora vai estar na lista de prefeituras que pagam valores milionários à associação de um suplente de deputado federal do PL que atua no lobby pela militarização de escolas.
A apuração é do portal Metrópoles. Segundo o site, pelo menos 10 municípios firmaram contratos sem licitação com a Associação Brasileira de Educação Cívico-Militar (Abemil), somando um total de R$ 11 milhões.
Presidida por Capitão Davi Lima Sousa, suplente de deputado federal pelo PL, a Associação Brasileira de Educação Cívico-Militar (Abemil) atua no Congresso Nacional para promover a implantação do modelo cívico-militar em escolas.
Além disso, a entidade obtém contratos com administrações municipais para oferecer “orientação técnica” visando a mudança de formato nas instituições de ensino.
A Abemil, apesar de afirmar não ter fins lucrativos, expõe em seu site o processo para entrar na lista de pagamentos de municípios. A entidade também impõe restrições e padrões estéticos aos alunos das escolas cívico-militares que apoia.
Ao Metrópoles, a Abemil reiterou seu compromisso de promover a disciplina, responsabilidade, patriotismo e desenvolvimento cívico entre os jovens brasileiros.
Já o governo Tarcísio de Freitas negou qualquer participação da associação nas discussões sobre um projeto de lei estadual em São Paulo.
