Rubem Azevedo Lima- Correio Braziliense
Recentemente, a presidente Dilma Rousseff suscitou debates sobre erros do passado, cometidos por adversários políticos, que não mencionou. Ela não alude ao regime de 1964 e esquece os de sua grei partidária, alguns, hoje, às voltas com a Justiça brasileira.
Tirante a briga criada entre o PT e o PSDB, a provocação presidencial não se estendeu a outros governos, cujos erros persistem até hoje e são desastrosos, por tolherem nosso desenvolvimento. Um deles, pelo menos, parece não comportar solução.
Foi a construção de Itaipu fora do território nacional. A oposição queria construir a usina no Brasil, tese do engenheiro e ex-deputado udenista Maurício Joppert. Ele não queria dividi-la com o Paraguai, para não pagar ao país uma taxa eterna de consumo de energia elétrica. A obra iniciou-se em 1975, sob o governo Geisel.
À época, a Inteligência brasileira achava que o Brasil, se preciso fosse, abriria as comportas de Itaipu para conter qualquer resistência argentina, em caso de conflito com nosso país. Uma loucura!
Outro problema, também de Geisel, foi na economia, quando ele dirigia a Petrobras. O economista Marco Antonio Campos Martins provou que Geisel devastou a estatal durante a crise do petróleo, adotando medidas que deram rombo de US$ 110 bilhões à empresa.
Diz a Wikipedia que, no regime de 1964, nossa Inteligência, baseada em tendência das forças terrestres dos EUA, para guerras futuras, viu que as ferrovias não tinham a mobilidade dos eixos rodoviários em velocidade de deslocamento. O Brasil rodoviarizou-se, talvez, para uma guerra interna. O maior produtor de veículos rodoviários, no mundo, eram os EUA. Barack Obama diz, agora, que, reeleito, estimulará a produção de novos veículos no país, para exportar e recuperar a economia nacional.
Foram-se trilhões de dólares em erros cometidos. Adeus ferrovias, frotas marítimas, fluviais e a Panair, empresa aérea (capricho do marechal Castelo Branco). O país perde-se em tricas e futricas. Marta Suplicy, feita ministra, diz ao Globo que Lula é Deus. Pós-mensalão, o STF podia ouvi-lo, para esse deus não dizer que os mensaleiros inexistem.