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Erika Hilton acusa PL de ‘manobra’ após defesa de jornada 4×3

A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP), autora da proposta que reduz a jornada de trabalho no país, criticou duramente a mudança de postura do PL em relação ao fim da escala 6×1.

O partido de oposição alterou seu entendimento e passou a defender a adoção da jornada 4×3, quatro dias de trabalho por três de descanso.

Para a parlamentar, o recuo da legenda de Jair Bolsonaro é uma tentativa de “limpar a própria barra” diante da forte cobrança da sociedade, além de funcionar como uma estratégia para atrasar a votação de um texto que já possui acordo para avançar na Câmara.

A articulação em vigor prevê que a atual jornada de 44 horas semanais seja reduzida para 40 horas ao longo de um período de 14 meses após a promulgação da matéria.

A celeridade no rito de votação atende a um pedido expresso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas enfrenta forte resistência do setor produtivo.

Empresários e economistas criticam o cronograma atual e defendem que seria necessária uma transição muito mais longa, de pelo menos quatro anos, para que o mercado de trabalho pudesse absorver os impactos da mudança.

Diante do avanço do texto na Câmara com o aval do Palácio do Planalto, o esforço do setor empresarial agora se concentra em tentar alterar a proposta durante sua futura tramitação no Senado Federal.

O governo federal, no entanto, monitora a situação nos bastidores e atua para blindar o projeto na segunda Casa legislativa, tentando evitar modificações que possam arrastar o processo e atrasar em definitivo a promulgação da nova jornada de trabalho.

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