A Equatorial pediu o cancelamento da negociação sobre a ação das horas-extras que estava marcada para o dia 19 de maio.
Segundo o Sindicato dos Urbanitários esse é “mais um capítulo de desrespeito com seus trabalhadores”.
A reunião era aguardada há meses como a última chance de acordo antes da sentença.
Com a decisão unilateral da empresa, o canal de negociação se fechou.
O caso agora segue direto para julgamento na Justiça do Trabalho, que deverá dar o veredito final.
“A atitude não foi apenas inesperada. Foi desrespeitosa. Trabalhadores, sindicato e advogados estavam mobilizados para fechar um entendimento sobre um direito básico: o pagamento correto das horas trabalhadas além da jornada”, afirma Dafne Orion, presidenta dos Urbanitários.
“Ao desistir na véspera, a Equatorial não apresentou proposta, não apresentou justificativa plausível e não apresentou respeito. Apresentou apenas mais uma manobra de adiamento.”
Esta ação das horas-extras se arrasta há anos nos corredores da empresa e dos tribunais.
São eletricistas, atendentes, técnicos e equipes de campo que cobrem plantões, emergências em dias de chuva, madrugadas em postes, finais de semana sem descanso, e que até hoje não viram o reconhecimento financeiro desse esforço.
Segundo o Sindicato, com o cancelamento, a Equatorial consegue exatamente o que quer: ganhar tempo.
“Empurra a decisão para frente, aposta no cansaço da categoria e transforma um direito líquido em uma batalha judicial interminável.
A empresa trata o processo como planilha de custo. Para o trabalhador, é conta de luz atrasada, é remédio que falta no fim do mês, é tempo roubado da família”, denuncia Dafne Orion.
O Sindicato vai pedir celeridade ao tribunal e cobrar que a Equatorial responda na Justiça pelo que se recusou a resolver na mesa.
“O cancelamento não encerra a luta, ele escancara a postura da empresa: fugir do diálogo, protelar o pagamento e jogar nas costas do Judiciário uma responsabilidade que deveria ter sido assumida há muito tempo”, encerra a presidenta.







