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Entre o poder e o MST, abrace o último

A história do poder no mundo tem sido escrita com a imposição de narrativas. O contraponto, contudo, tem a força salvadora da historiografia, com os instrumentos da análise crítica, histórica, econômica, política e antropológica.

As estratégias do poder deixam rastros. A ciência os encontra, estuda, debate sobre eles e constrói teorias, explica, aponta caminhos para a interpretação das intencionalidades e possíveis resultados da ação ou inação social.

Custa entender a razão pela qual o autoritarismo fascista sempre persegue a ciência?

Como parece ideal para os ditadores uma sociedade guiada pelos vexames moralistas, crente em escolhidos, ungidos, privilegiados pelo céu para manobrar a história de milhares na Terra!

Nosso papel social e histórico é esclarecer.

Neste gancho contemporâneo, acompanhamos o momento político brasileiro sob a batuta do poder, que em Brasília tem no presidente Lula apenas resquícios de uma história ideológica à esquerda na imersão relacional com todo tipo de categoria de interesses, desde os mais liberais aos avacalhados nazi-bolsonaristas, todos disputando território entre clicks e votos, no balcão de negócio partidário.

Colocar o Movimento Sem Terra no picadeiro foi sem dúvida um desfecho esperado, quando o país que elegeu Lula também elegeu Salles, e assiste pelos canais midiáticos os insultos do passador de boiadas ao povo que trabalha na terra, há muito tempo escolhido para ser criminalizado segundo os interesses de latifundiários e outros concentradores de riquezas.

Porém, o que torna nossa análise mais aguçada é observar integrantes tarjados como inimigos das lutas de sobrevivência do povo brasileiro, que como membros de uma CPI chegaram a Alagoas no afã de transformar um governo liberal em fomentador de ações do MST.

Equidistante em tudo de favorecer lutas populares, o governador Paulo Dantas sequer merece ser associado a este tipo de apoio, pois não condiz em nada com seu perfil político.

Mas no país das narrativas, qualquer uma pode ser emplacada, desde que ressoe, ecoe, acolha comentários nas redes sociais e favoreça interesses imediatos ou não de segmentos do poder.

Sim, o jogo político sempre teve cartas marcadas, mas as cartas virtuais alastram mentiras com mais rapidez que o vento espalha isopor.

O Brasil que acorda cedo para trabalhar e conhece o esforço de semear sob o sol e regar, limpar o terreno e acompanhar os processos de maturação dos frutos, sabe que precisa respeitar o MST. Sabe que os folgados eleitos para disseminarem inverdades atuam sob os interesses do acúmulo de riquezas, odiando os filhos e filhas do Brasil que ousam amar a terra e dela extrair vida. Sim, os ricos não admitem que a terra brasileira seja cultivada pelas mãos dos seus donos legítimos, os que nela trabalham.

Deles para nós, apenas sete palmos!

Deles para o povo a exploração imobiliária!

Deles para os trabalhadores, a subserviência e a fome como cabrestos para garantir votos.

De nós para eles repúdio!

De nós para o MST, respeito e gratidão!

Da vida para nossa história: luta!

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