Embaixada americana reage à decisão de Dino

Brasília (DF) 14/08/2024 O ministro do STF, Flávio Dino, participa do seminário "A necessidade de regulamentar as redes sociais e o papel das plataformas na economia digital" Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Após a decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou que sanções impostas por governos estrangeiros não têm efeito automático no Brasil, a Embaixada dos Estados Unidos emitiu uma nota afirmando que “nenhum tribunal estrangeiro pode anular as sanções impostas pelos EUA”.

A declaração foi uma resposta direta à decisão de Dino, que busca proteger autoridades brasileiras — como o ministro Alexandre de Moraes — das consequências de medidas unilaterais adotadas pelo governo norte-americano. Moraes foi alvo da Lei Magnitsky, que prevê o bloqueio de bens e contas nos EUA, além da proibição de relações comerciais com cidadãos americanos.

Segundo a embaixada, “Alexandre de Moraes é tóxico para todas as empresas legítimas e indivíduos que buscam acesso aos Estados Unidos e seus mercados”. A nota ainda alerta que cidadãos de outros países devem agir com cautela, pois quem oferecer apoio material a violadores de direitos humanos também pode ser alvo de sanções.

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