Em sessão vazia, deputados falam de criança assassinada com tiro no peito

O assunto foi levantado pelo deputado João Henrique Caldas (PTN), mas apenas os deputados Gilvan Barros (PSDB) e Judson Cabral (PT) manifestaram solidariedade à família da criança, cujo pai é carroceiro

Em meio a um plenário quase vazio, a Assembleia Legislativa tentou debater, nesta terça-feira, o caos na segurança pública de Alagoas. No último final de semana, uma criança de onze anos foi assassinada durante briga de trânsito no Jacintinho, com um tiro no peito.

O assunto foi levantado pelo deputado João Henrique Caldas (PTN), mas apenas os deputados Gilvan Barros (PSDB) e Judson Cabral (PT) manifestaram solidariedade à família da criança, cujo pai é carroceiro.

“Alagoas está banalizando a vida”, disse Judson Cabral. Ele lembrou que há três semanas os deputados discutiram a morte do médico Alfredo Vasco, morto durante assalto no Corredor Vera Arruda, no bairro de Ponta Verde. O assassinato dele mobilizou integrantes da sociedade civil organizada, que foi às ruas em protesto contra o governador Teotonio Vilela Filho (PSDB). Ele viajou a Brasília para pedir socorro à presidente Dilma Rousseff, que não o recebeu.

Cabral lembrou que o Fundo de Combate à Pobreza (Fecoep) arrecadou R$ 200 milhões e entre 2010 e 2011 o Governo gastou R$ 25 milhões em consultorias. Ainda pelos números levantados pelo petista, em 2011 o Governo devolveu R$ 1,3 milhão em verbas federais à União, por não-uso.

 

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