Um discurso do quarto vereador mais votado de Maceió, o ex-cabo Luiz Pedro
da Silva, no Legislativo de Maceió na última quarta-feira, 20, foi mais que uma reclamação contra o prefeito de Maceió, Cícero Almeida (PP). Luiz Pedro falava que os “seus” conjuntos habitacionais estavam desprestigiados nos serviços de atendimento público- como saúde e educação- por serem considerados conjuntos particulares.
Só que o discurso é uma despedida temporária do “anjo da morte” da periferia de Maceió- acusado de liderar um grupo de extermínio na parte alta da capital. Luiz Pedro prepara a mulher dele, Rita, para assumir o posto na Câmara de Vereadores de Maceió.
Luiz Pedro, também entre os 21 condenados nas investigações da Polícia Federal na Operação Taturana- pela comissão de juizes formada pelo presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Sebastião Costa.- não será candidato este ano.
O vereador não é o único a adotar a estratégia, que começou com o presidente da Casa, Galba Novaes, que prepara Galba Neto para sucedê-lo na Câmara. O outro filho de Galba, Thalez, deve ser candidato a vereador em Marechal Deodoro.
A tradição se repete nas famílias que se perpetuam por décadas no Legislativo Municipal. Os Holanda (PP), por exemplo, que tem um representante na Assembleia (Dudu Holanda), vão retirar Francisco e colocar o filho dele, Chiquinho Holanda.
Carlos Ronalsa (PP) também quer pendurar as chuteiras legislativas. Não, porém, sem deixar garantida a eleição do filho, Eduardo, o Dudu Ronalsa, na vaga do pai.
A vereadora Fátima Santiago (PP) ensaiou colocar a filha, a jornalista Bárbara Santiago, secretária adjunta de Comunicação de Maceió, na Câmara. Mas, ela mesma- Fátima- vai de novo disputar mais um mandato na Câmara.
A família Barbosa, representada pelo deputado Marcos Barbosa (PPS) vai à reeleição na Câmara: Silvânia Barbosa tenta ocupar o posto na Casa de Mário Guimarães.
Problema maior é o (ainda) impasse sobre o número de vereadores para a próxima legislatura. Onze vereadores tentaram, via TRE, definir para 31 o número de legisladores municipais para o próximo ano. Não deu certo porque o tribunal desconheceu recurso do PC do B- que pedia posição neste sentido.
Como não há projeto votado, o número de vereadores será o mesmo desta legislatura: 21.








