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Em delação, Cid revela reunião entre Bolsonaro e militares para tratar de golpe

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O presidente da República, Jair Bolsonaro,participa de cerimônia de posse dos desembargadores Messod Azulay Neto e Paulo Sérgio Domingues, como ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

O tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro, revelou em uma delação à Polícia Federal que houve uma reunião entre Bolsonaro, a cúpula das Forças Armadas e ministros para discutir a possibilidade de uma intervenção militar com o objetivo de impedir uma troca de governo.

Além disso, Cid mencionou que Filipe Martins, então assessor especial para Assuntos Internacionais da Presidência, entregou uma suposta minuta de golpe que incluía a convocação de novas eleições e a prisão de adversários políticos.

O tenente-coronel também citou que o almirante da Marinha Almir Garnier Santos afirmou ao ex-presidente que suas tropas estariam prontas para responder à convocação, embora o comando do Exército não concordasse com a ideia.

Uma perícia realizada no celular de Cid encontrado durante uma operação da PF identificou trocas de mensagens, áudios e documentos relacionados a ações golpistas com o objetivo de manter Bolsonaro no poder após a derrota nas eleições.

Mauro Cid está envolvido em três investigações principais conduzidas pela PF, incluindo fraude no cartão de vacinação da família Bolsonaro, desvio de presentes valiosos e articulação para um golpe após a derrota nas eleições.

Ele estava preso desde maio, mas conseguiu um acordo de delação premiada, que foi homologado pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF. Cid continua recebendo seu salário de R$ 27 mil, mesmo estando afastado de suas funções no Exército.

Nas últimas semanas, Cid prestou vários depoimentos à PF, inclusive sobre possíveis negociações de Bolsonaro com a deputada federal Carla Zambelli para invadir o sistema do CNJ e contestar a efetividade do sistema eleitoral.

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