No primeiro dia de greve por tempo indeterminado, professores da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) fazem manifestação no campus durante todo o dia.
Na pauta, informes nacional e local, em especial uma análise sobre o andamento das negociações da reunião do grupo de trabalho (GT) Carreira, ocorrida no final da tarde de terça-feira (15); avaliação do movimento e encaminhamentos.
Segundo o presidente da Associação dos Docentes da Ufal (Adufal, professor Antonio Passos, a ideia é que os campi da Ufal sejam ocupados, durante todo o tempo que durar a greve, com manifestações político-culturais.
Para a professora Cida Batista de Oliveira, diretora da Adufal, esta greve tem um papel fundamental para a categoria, dada a justeza das reivindicações historicamente construídas pelo movimento no tocante à reestruturação da carreira dos docentes das instituições federais, a dignidade do trabalho docente, a conquista de salários justos e a defesa da universidade pública, gratuita e de qualidade.
“Estamos cansados de esperar. Desde a década de 90 que lutamos pela unificação da carreira. O que o governo apresenta não satisfaz o conjunto do movimento”, reclama a dirigente. Segundo sua análise, salvo algumas pequenas modificações, o governo tem apresentado nas rodadas de negociações do GT Carreira os mesmo argumentos postos desde 2010.
De acordo com a professora, há, entre os companheiros docentes, um sentimento de frustração, tanto em relação às rodadas de negociação do GT Carreira, como pela Medida Provisória assinada na segunda-feira (14) pela presidenta, uma vez que o documento inclui itens que não foram negociados com a categoria, como a questão da insalubridade que não contempla nem sequer o valor que vem sendo pago atualmente.








