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Eleitorado bolsonarista aprova perdas de direitos

Tempo de material abundante para os especialistas, mestres e doutores analisarem, gerarem estudos e registrarem história. O Brasil bolsonarista é de arrepiar!

Pois a neocolonização do país contou com o reforço dos próprios trabalhadores, para reorganizar as relações trabalhistas de acordo com o sonho mais obsceno dos capitalistas arcaicos, retirando direitos com a frieza dos sociopatas, que não conseguem enxergar no outro uma história humana.

Se não estivesse acompanhando este processo lamentável desde o seu início, talvez ficasse estupefata com as reações de muitas pessoas que ainda defendem Bolsonaro, apesar do arrocho, do sufoco e do empobrecimento que lhes bate à porta.

As bizarrices do presidente não são novidades para o seu eleitorado, que desde a campanha eleitoral faz coro com o discurso mais rasteiro sobre a opção entre “emprego” e “trabalho”, pois muitas vezes eu recebi estas declarações de seres humanos de carne e osso, comentando em postagens antigas: “melhor ter trabalho para todos do que emprego para alguns, pois os direitos trabalhistas retiram as vagas, porque exigem muito dos patrões”.

Sim, eles acataram aliviar as cargas tributárias e o “gasto” dos patrões com os direitos dos trabalhadores, e não é possível compreender este fato pela vertente de uma única ciência, haja vista serem trabalhadores.

Não entendem nada sobre “mais-valia” e também não querem entender. Continuam repetindo chavões, enviando para Cuba e Venezuela, como se girassem em círculo de modo contínuo.

O pobre bolsonarista não odeia o PT por razões pessoais, afinal recebeu inúmeros benefícios nos governos petistas. Ele foi “colonizado” por um time especializado em trabalhar instintos primários, acentuar características egóicas e narcisistas, mediante o envolvimento fictício destes personagens em um projeto de poder que o representaria não como “pobre” mas como “vencedor”.

E o mais curioso: vence perdendo!

O bolsonarista começou a perder desde a declaração do voto, pois inúmeras famílias foram divididas e as relações não voltarão a ser as mesmas enquanto o conflito ideológico estiver presente.

Mas no seio do grupo externo, que pode ser de religioso ao bate-papo da calçada, encontrou reforço entre pares; retroalimenta a crença em um mito que mesmo sendo capenga e disforme diante do mundo e da materialidade existencial do pobre, ainda ecoa satisfação e vitória, nas mentes neocolonizadas.

Nem tudo o que ecoa bolsonarismo é robô, e mesmo por baixo na escala das categorias sociais, o eleitorado bolsonarista continua envolvido na gosma malsã dos disparos pelo zap.

Continuaremos estudando, lutando e resistindo, porque o Brasil merece e precisa de ação e reação.

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