Eleições 2012: Governo lança vários candidatos para empurrar 2o turno em Maceió

E nos planos, Teotonio Vilela Filho e José Thomáz Nonô não precisam se dividir

Para viabilizar os nomes do Governo, o Palácio República dos Palmares dividiu a eleição em três lados, todos coordenados pelo governador Teotonio Vilela Filho (PSDB) e seu vice, José Thomáz Nonô (DEM).

Em primeiro plano estão o deputado federal Rui Palmeira (PSDB) e o deputado estadual Jeferson Morais (DEM). É o pai de Rui, o ex-governador Guilherme Palmeira, quem insta Rui a não participar da disputa. E a pouca (quase nenhuma) empolgação eleitoral do tucano serve para inflar Morais.

Tudo, é claro, dentro dos planos. Dividir para levar a eleição ao segundo turno.

Horizonte B é o deputado federal Givaldo Carimbão (PSB). Capitaneado pelas comunidades terapêuticas- novíssimos celeiros de votos- Carimbão representa um projeto do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, para todo o Brasil: instar o PSB a invadir as eleições municipais. Campos quer ser o escolhido de Dilma Rousseff na disputa pela reeleição em 2014. A administração dele é a mais bem avaliada do Nordeste.

Lado C- o menos importante- é o do secretário de Assistência Social, Marcelo Palmeira. Tratado como suposto vice de Rui Palmeira- estratégia do senador Benedito de Lira (PP), para manter influência na política de Maceió e Arapiraca- Ricardo Barreto é o nome de Biu, na disputa pela Prefeitura- uma livre (e espontânea pressão) para Ricardo ser vice de Rogério Teófilo, o apoio dos tucanos.

Ou Arapiraca ou Maceió deve ter como vice um nome indicado por Biu de Lira. Salvo se o valor (político) a ser revertido ao senador seja bem mais vantajoso.

Para o plano funcionar, pelo menos em Maceió, a ordem é desgastar o prefeito Cícero Almeida (PP)- ele mais próximo dos senadores Renan Calheiros (PMDB) e Fernando Collor (PTB).

Meta 1: Almeida não sairá do PP. Portanto, o controle do futuro político do prefeito, até outubro, segue nas mãos do chefe do Executivo;

Meta 2- Atacar as promessas de campanha do prefeito, nunca resolvidas por ele mesmo.

Plano simples para um resultado maior: quebrar o favoritismo do ex-governador Ronaldo Lessa (PDT). O candidato (?) de Cícero Almeida à capital.

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