A AUX, mineradora de ouro, cobre e prata de Eike Batista, está sendo preparada pelo bilionário para se tornar sua próxima empresa a lançar ações na Bolsa de Valores. Ontem, o executivo revelou que, até outubro, a companhia estará pronta para fazer uma oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês), mas ressaltou que ainda não bateu o martelo sobre o assunto.
Segundo Eike, até agosto, devem ficar prontos os relatórios finais sobre as reservas das minas de ouro da empresa. Criada em 2010, a AUX detém direitos minerários na região de California-Vetas, na Colômbia, adquiridos da canadense Ventana Gold.
As empresas do grupo EBX registraram quedas expressivas na Bolsa ontem. Duas delas, OGX e LLX, encerraram entre as maiores baixas do índice, com perdas de 9,40% e 9,22%, respectivamente. O índice Ibovespa fechou em queda de 2,74%. Segundo operadores e analistas, as ações de empresas do Grupo EBX apresentam volatilidade maior que a do índice e são vistas como papéis de maior risco, já que ainda estão em fase inicial de operações ou são pré-operacionais.
Compras. Eike, que participou do evento Rio Investors Day, descartou interesse em fazer aquisições no momento. Depois de ressaltar que o foco de suas empresas agora é o crescimento orgânico, ele afirmou que não pretende disputar os ativos de minério de ferro que a Gerdau quer vender em Minas Gerais nem os da Vale em petróleo e gás. ‘Desculpe, mas não se compara com os nosso ativos’, disse sobre o grupo comandado por Murilo Ferreira.
Arrancando gargalhadas da plateia, Eike Batista alfinetou o ex-presidente da Vale, Roger Agnelli. Ele responsabilizou Agnelli pela disputa bilionária que a mineradora trava atualmente com a Receita Federal em torno do pagamento de imposto sobre controladas da Vale no exterior.
‘(A culpa) foi da administração anterior’, disse Eike. O empresário chegou a dizer que Agnelli o via como inimigo número um por seus investimentos em mineração. No evento, Eike não poupou também críticas ao ex-presidente da Petrobrás, José Sérgio Gabrielli. ‘Passei anos com esses dois buzinando no ouvido da (presidente) Dilma que eu não ia produzir nada’, disse.
