Ícone do site Repórter Nordeste

Efeitos da era Bolsonaro chegarão na popularidade dos governadores do Nordeste

O Banco Mundial prevê que 14 milhões de pessoas correm o risco de voltar à pobreza no Brasil. Os números se baseiam em agentes externos. Mas a atual circunstância brasileira- um Governo sem plano de Governo- tende a agravar as previsões.

Jair Bolsonaro tem um cenário para a desconstrução dos governadores do Nordeste. Piauí, Maranhão e Alagoas são os estados mais pobres do Brasil.

Por enquanto, de sólido mesmo, ele anunciou o 13o para o Bolsa Família. Não está claro quando ele viajará para a região, única que o derrotou na disputa presidencial e o Datafolha apontou como o local que mais o rejeita.

O 13o do Bolsa inclui alguns e exclui muitas famílias. É a solidez que se desmancha no ar.

O Nordeste vai além do Bolsa Família, da seca, da fome, da pobreza. Há os efeitos da reforma da Previdência, do Paulo Guedes; do pacto federativo; das consequências da dívida pública (pagamos hoje a conta, que não fecha, no Rio e em Minas); o futuro da transposição do São Francisco e das 132 cidades sob risco de colapso de abastecimento.

O Governo que tende a ser ruim de Bolsonaro atrairá sua impopularidade aos governadores e seus novos pobres mais os famintos.

Enquanto Flávio Dino (Maranhão) tem posições mais claras, Renan Filho (Alagoas) espera a inauguração da romaria na porta do palácio.

Os novos pobres baterão na porta dos prefeitos que pedirão socorro aos governadores, que ouvirão o “não” dos homens “sem sangue nas veias e nem coração” da área econômica de Brasília.

Uma reforma da Previdência escalpelando quem já tem pele e osso pode ser um ponto de pressão. O nordestino não viu o fantasma do comunismo nas escolas nem se incomoda com Paulo Freire. Os governadores também perceberam isso. É preciso que o recado duro chegue a Bolsonaro, envergando-o para a mesa de negociações.

O futuro do Nordeste virou o presente.

Sair da versão mobile