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Eduardo Bolsonaro diz visitar a Casa Branca “quase toda semana” e defende novas sanções contra o Brasil

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), atualmente nos Estados Unidos, declarou em entrevista que tem mantido visitas frequentes à Casa Branca e atua diretamente para ampliar as sanções do governo norte-americano contra o Brasil. Segundo o parlamentar, as medidas seriam uma resposta à prisão domiciliar de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, decretada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Eduardo afirmou que vai à Casa Branca “quase toda semana” para dialogar com autoridades ligadas ao presidente Donald Trump, incluindo parlamentares como María Elvira Salazar, Richard McCormick e Chris Smith. O objetivo, segundo ele, é pressionar por ações contra o que chama de “ditadura de toga” no Brasil, em referência à atuação de Moraes no processo que investiga uma tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.

O deputado defende a imposição de tarifas de 50% sobre produtos brasileiros, que entraram em vigor nesta quarta-feira (6), como parte de uma estratégia para forçar o Congresso Nacional a pautar uma anistia ampla aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023. Ele também sugeriu que os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), podem “entrar no radar” das sanções se não atenderem às demandas da oposição.

Apesar do impacto negativo estimado em bilhões de reais para a economia brasileira, especialmente no setor do agronegócio, Eduardo minimizou os efeitos das tarifas e afirmou que não recebeu críticas de produtores.

O parlamentar declarou que pretende permanecer nos Estados Unidos por tempo indeterminado e que só retornará ao Brasil se conseguir “tirar Alexandre de Moraes da equação”. Ele também afirmou que não renunciará ao mandato e que enviará um ofício à Câmara relatando perseguição política.

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