Aliados do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) articulam um plano para viabilizar sua candidatura à Presidência da República em 2026, segundo apuração da jornalista Andreia Sadi, do G1. A estratégia envolve a aprovação de uma anistia política que permitiria o retorno de Eduardo ao Brasil, onde enfrenta investigações relacionadas à tentativa de golpe contra o resultado das eleições de 2022.
Eduardo está nos Estados Unidos desde março e, segundo fontes próximas apuradas pela jornalista, só voltaria ao país após a aprovação da anistia. O grupo bolsonarista também apoia a chamada PEC das Prerrogativas, que busca limitar o alcance de decisões judiciais sobre parlamentares, criando barreiras para medidas como afastamento do cargo ou prisão preventiva. A proposta é vista como um passo importante para garantir proteção legal ao núcleo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
Com Bolsonaro inelegível até 2030, os aliados tentam consolidar Eduardo como o nome da família para a sucessão presidencial. Há, inclusive, a possibilidade de saída do PL, caso o partido decida apoiar outro nome, como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. A movimentação revela disputas internas na direita e uma tentativa de reorganização do campo bolsonarista.
Mensagens obtidas pela Polícia Federal indicam que Eduardo se referiu à proposta como uma “anistia light” e que sua aprovação seria essencial para manter o apoio de aliados internacionais, como o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A fala recente do ministro Luís Roberto Barroso, que afirmou que a anistia só poderia ser debatida após o julgamento dos envolvidos, foi interpretada pelo grupo como uma abertura política.
A possível candidatura de Eduardo não é consenso na direita e outros candidatos estão sendo cotados, como os governadores de São Paulo Tarcísio de Freitas e de Minas Gerais Romeu Zema.
Eduardo pode ser preso por coação e tentativa de obstrução de processos judiciais.








