Dados da Secretaria Estadual de Saúde em Alagoas indicam que duas em cada dez gestantes morre em Alagoas- por complicações na gravidez ou no parto. Números que poderiam ser evitados- conforme atesta a própria secretaria- se houvesse pré-natal ou maiores cuidados com as próprias gestantes.
A principal causa da mortalidade materna é a hipertensão. A lista conta ainda com infecções puerperais – aquelas que acometem o aparelho genital feminino após o parto –, hemorragia, doenças do aparelho circulatório complicadas pela gravidez e aborto.
“As mortes por causas obstétricas diretas respondem pela maioria dos casos e são evitáveis em sua grande maioria. Em boa parte dos casos, o problema ainda é o acesso ao pré-natal, que deve ser bem feito para evitar futuras complicações. As ações adotadas, porém, têm ajudado na queda desses óbitos, fazendo com que o Estado acompanhe o Brasil”, disse a superintendente de Vigilância em Saúde Sandra Canuto.
“O governo estadual coordena, monitora, capacita e até aparelha, mas a assistência básica depende dos municípios, que devem equipar suas unidades e melhorar o atendimento e a disponibilização de exames. Essa redução depende principalmente dos gestores municipais”, explicou.
Para a secretaria, houve redução nos índices de mortalidade maternidade entre 2010 e 2011. De 32% para 22%.
O índice é melhor que o registrado no Brasil, que teve uma redução total de 21%, com 1.038 mortes.








