Subiu para 13 o número de pedidos de forças federais, em cidades alagoanas, que chegaram ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE). O tribunal ainda não decidiu se as cidades vão receber as tropas do Exército.
A mais nova solicitação é da cidade de Limoeiro de Anadia. O juiz eleitoral da 36ª Zona, José Eduardo Nobre Carlos, alerta que os dois grupos políticos que disputam o poder na cidade estão envolvidos em atos de violência física e psíquica, inclusive acusações de assassinatos em tramitação da Justiça e na Polícia Judiciária.
“E há um detalhe importante a destacar que faz acirrar mais ainda os ânimos neste pleito: os dois candidatos a prefeito, James Marlan e Jorge Nivaldo, possuem vínculos de parentesco familiar e, em que pese isso, não podem sequer ser considerados adversários políticos, mas sim verdadeiros inimigos figadais”, diz o juiz Eduardo Nobre Carlos, em ofício ao TRE.
A outra solicitação é da cidade de Novo Lino, e foi formulada pelo juiz eleitoral da 24ª Zona, Diogo de Mendonça Furtado
Segundo ele, há um “quadro de desordem e desrespeito às autoridades durante o período eleitoral”.
“O juiz eleitoral anexou cópia de documentos que narram a agressão sofrida pelo juiz José Alberto Ramos, que foi apedrejado durante o pleito eleitoral de 2008 e relatório de ocorrência policial relatando vandalismos praticados por populares contra policiais militares e agentes da Força Nacional, também em 2008”, disse o tribunal, em nota.
“O juiz Diogo de Mendonça Furtado ainda colheu, pessoalmente, junto ao comandante da 2ª Companhia Independente de Novo Lino, informações que consideram insuficiente o quantitativo de policiais e de viaturas da Polícia Militar de Alagoas (PM/AL) para a região”, explica a nota do tribunal.
Os municípios de Porto de Pedras, São Miguel dos Milagres, Boca da Mata, Minador do Negrão, Jundiá, Batalha, Belo Monte, Jacaré dos Homens, Maribondo, Estrela de Alagoas e Rio Largo pediram tropas federais. Por enquanto, o presidente do TRE, desembargador Orlando Manso, encaminhou pedido ao governador Teotonio Vilela Filho (PSDB) para avaliar as condições das polícias civil e militar.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é quem dá a palavra final sobre os pedidos, decidindo ou não se envia a força federal.