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Dor como política de atraso

A dor não é um elemento de melhora da vida nesse mundo. Embora seja consequência de tantas pedagogias, e em alguns casos tenha estimulado vitórias e superações, não deve ser apontada como condição sine qua non para a evolução.

O amor é o sinal inquestionável de transformações possíveis. Rondado por artimanhas do ego, da cultura, das crenças e das fugas internas, o amor não se perde nas confusões de nenhum tipo de poder.

Nossos olhos seculares, apesar dos esclarecimentos já postos, se voltam no automático para as bandas dos sofrimentos, porque os acreditam redentores. A semente das culpas e sacrifícios plantadas pelos poderes moralistas vingaram transtornos.

Cada geração renascida terá suas oportunidades de experimentos existenciais terrenos, mas não convém adiarmos essa semeadura de razão, que não é hedonista, mas libertária, no repúdio da dor como senha evolutiva.

As políticas relacionais que reúnem vibrações que elevam experimentos de vida neste planeta, seja para qual espécie for, despontam com outras mensagens, perspectivas amplas para o amor que renova através do atendimento das necessidades reais dos seres, sem oprimir, sufocar, conduzir sob coerção à crenças arcaicas, outra vez.

Uma revolução energética traduzida em palavras, gestos, posicionamentos que os poderes dessa hora estarão à espreita para combater, anuncia que pela dor somente mais dores virão.

O amor feito política é a revolução desacreditada pelos céticos. Mas teremos os séculos para desistirmos de sofrer na esperança de um dia, em algum tempo e lugar, vivermos melhor.

Cada minuto é hora de revolucionarmos crenças cruéis. O amor liberta assim.

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