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Dois dias depois que o embaixador dos Estados Unidos na Líbia, Chris Stevens, e três funcionários americanos em Benghazi foram mortos, a identidade do autor do filme “Inocência dos Muçulmanos” foi descoberta hoje pela polícia americana.
Nakoula Basseley Nakoula, 55 anos, um cristão copta do sul da Califórnia, que está em liberdade condicional por crimes financeiros, dirigiu e escreveu o roteiro do filme anti-islâmico que desencadeou a revolta contra embaixadas dos Estados Unidos no Oriente Médio.
Inicialmente, o diretor do filme havia sido identificado como Sam Bacile. O homem, que chegou a conceder entrevistas por telefone a jornais americanos na quarta-feira, não existe. A agência AP rastreou um dos telefones em que entrevistou Bacile e encontrou a origem em uma casa em Cerritos, no sul da Califórnia, onde Nakoula vive. Ele havia admitido envolvimento com o filme, mas negava tê-lo dirigido. A polícia confirmou que Nakoula atuou sob diversos pseudônimos nos últimos anos, como Nicola Bacily, Robert Bacily y Erwin Salameh.
— O Islã é um câncer, ponto — afirmava Nakoula, sob o pseudônimo de Bacile, na quarta-feira, à imprensa.
Os atores que participaram do filme divulgaram uma nota de repúdio a seu conteúdo anti-islâmico e lamentaram as mortes motivadas pela reação ao conteúdo do filme. Eles afirmam que foram enganados pelo diretor e que acreditavam estar gravando um filme chamado “Desert Warriors” (Guerreiros do Deserto), sem qualquer referência ao Islã.
“Todo o elenco e os técnicos estão extremamente magoados e lamentam que o produtor tenha se aproveitado deles”, afirma uma nota publicada pelo jornal Los Angeles Times.