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Direita não está unida: ela é o que sobrou, pós-JHC

Alfredo Gaspar de Mendonça, Cabo Bebeto e Leonardo Dias anunciam parceria com o que sobrou da direita alagoana, após a hecatombe no PL provocada por Arthur Lira.

Por isso o projeto não pode ser outro: Alfredo Gaspar de Mendonça precisa disputar o Governo de Alagoas ou, se recuar, ir para a reeleição. Não vai encarar o Senado.

Cabo Bebeto vai para a reeleição e o vereador Leonardo Dias encara a disputa para federal em meio a um PL esfacelado, cercado de ameaças judiciais para tomar mandatos, mas com uma enorme vantagem: palco para receber Flávio Bolsonaro em Alagoas.

Essa direita unida e fortalecida como os três dizem nas redes sociais é um fantasma. Em verdade, o PL garante fundo partidário para ajudar o lirismo, cercado por todos os lados pelo avanço do calheirismo. Mas e a promessa de eleger federais entre os liberais? Parece ser mais difícil.

Lógico o jogo pode mudar. Porém a ausência, na foto, dos vereadores do PL é um sintoma de que a tal união da direita ainda é mesmo uma nuvem de tanajuras numa chuva rápida em Alagoas. Felicidade que dura pouco.

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