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Dia internacional da indignação poética

O Dia Internacional da Poesia virou um grito de amor universal, neste momento de desamor capital, que infla as ditas potências mundiais para os genocídios e guerras, como em uma ode ao ódio.

Os países que deflagram perseguições e morticínios trabalham para a dor que enriquece o forte, nos parâmetros materiais que o capitalismo expande como se fossem os únicos.

A poesia é o não a essa  violência!

Feita de libertação, é mãe da liberdade, o abraço da amante que protege e acalanta, é a mágica que mantém viva a vítima da inanição das sociedades feitas de nãos.

Nunca foi tão importante respirar poesia, e liberar as entradas dos pulmões para a resistência às toxidades ultraprocessadas pela ignorância fundamentalista.

Denunciar o assassinato da humanidade através da poesia é um ato irremediável de amor!

Que a dor que chora sob o peso das armas não esteja isolada do auxílio político costurado pela indignação, e o amor que explode em felizes auroras também pactue com a preservação da vida, com a libertação dos oprimidos, alimentando com minutos seguintes as lutas e as sobrevivências.

A poesia não pode ser apenas gozo porque parte do globo é sangue, ferida e grito não escutado!

A poesia também chora com o mundo e os desesperançados podem dormir em seu regaço fecundo.

Que seja benção e negativa de rendição.

Seja canção. Seja subversão.

Seja internacional essa poesia de indignação!

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