Há quase trinta anos por aqui comemoramos o Dia do Jornalista.
Nossa casa sempre teve ares de redação, porque o ofício e a paixão marcam o encontro que reuniu semelhanças e diferenças, servindo de base para uma jornada existencial dedicada ao que caracteriza Odilon Rios, o meu jornalista predileto.
Respeito muitíssimo a quem faz jornalismo sem perder as estribeiras nos chamados festivos dos secos e molhados.
Pelo jornalismo conhecemos diversas situações, e a escrita loquaz se tornou voz de muitas dores, gritos antes contidos, revelações necessárias em uma sociedade democrática, mesmo quando golpeada, perseguida e distorcida em seu significado comunitário.
O jornalismo nos fez conhecer os dentes sanguinários de muitas feras. Algumas vezes fomos feridos na alma, no bolso, mas nunca cedemos.
A beleza dos nossos projetos também consola, incentiva e cultiva esperança em muitas outras pessoas. Nunca foi possível fazer a vida acontecer sem jornalismo, embora este intento seja claramente manifesto pelos crápulas que gravitam em torno de alguns poderes constituídos, que utilizam seus alcances para nos acossar, macular e boicotar.
Que as experiências boas e ruins fermentem a sabedoria de continuarmos fazendo jornalismo, sem esquecer que há gente em todos os lados.
Mas hoje quero parabenizar a todos e todas que seguem resistindo, sem confundir jornalismo com glamour a cumprir um papel de alta relevância para as sociedades democráticas, que precisam ser defendidas.
