Agência O Globo
Dezenas de prisioneiros, incluindo membros da al-Qaeda, escaparam nesta sexta-feira de uma das principais prisões do Iraque, em um motim arquitetado por radicais que invadiram o centro carcerário vestidos de policiais. A prisão de Tikrit, que abriga mais de 300 condenados, foi atacada por homens armados que explodiram um carro no principal portão de entrada da penitenciária e entraram em outros veículos que pertenciam à polícia. Doze guardas penitenciários e sete extremistas foram mortos no confronto.
Forças de segurança conseguiram retomar o controle da prisão e informaram que mais de 50 prisioneiros escaparam. Muitos deles eram membros da liderança da organização extremista al-Qaeda e foram condenados à morte ou em mais dez acusações.
“Esse foi um caso claro de negligência e displicência daqueles que estão comando da prisão. A operação dos radicais foi planejada, muito bem preparada”, disse Hakim Al-Zamili, membro do Comitê de Segurança e Defesa do Parlamento iraquiano.
Para procurar os fugitivos, a polícia impôs um toque de recolher em Tikrit – cidade natal do ditador Saddan Hussein – e colocou helicópteros para sobrevoar a área. Cerca de 20 prisioneiros foram achados durante a noite, mas Zamili acha que será difícil encontrar o restante dos procurados, pois extremistas destruíram registros da prisão antes de deixarem o local.
“Todos os documentos, arquivos, fotos e identificações dos que escaparam foram queimados. Eu acho que as forças de segurança vão ter grande dificuldade para achar o restante dos fugitivos”.
Fugas em massa não são novidade no Iraque. Em setembro do ano passado, 35 prisioneiros condenados por terrorismo escaparam por cano de esgoto na prisão de Mosul, uma cidade conhecida como território da al-Qaeda.