Mais uma vez a destemida jornalista Amanda Miranda colabora para o esclarecimento evolutivo em benefício do estado de Santa Catarina, um dos mais belos territórios do país, onde a luta civilizatória passa pela superação da casadinha xenofobia/racismo/preconceito de classe, quando em outras partes do país o racismo e o preconceito de classe lideram neste quesito desafiador.
O caso, publicado também no Portal Desacato, traz o seguinte relato, assinado por Amanda, do perfil @reclama_amanda na rede social Instagram:
“Uma professora da rede municipal de Pomerode, agora aposentada, foi condenada a 1 ano e 4 meses de prisão pelo Tribunal de Justiça de SC por preconceito e discriminação racial.
Em 2021, ela falou publicamente, no refeitório da escola, diante de colegas, que odiava pessoas negras. O motivo da manifestação foi a presença de uma criança de dez anos, de pele escura, que ela disse achar bonito.
O discurso de nojo de pessoas negras foi reiterado mais de uma vez quando confrontada e levou um dos colegas, negro, a fazer um boletim de ocorrência.
A acusada, denunciada pelo Ministério Público, tentou se defender a partir da tese de que tem amigos negros, mas não foi suficiente para a justiça. A pena foi revertida em prestação de serviços comunitários e multa.
O acórdão do TJ assinado pelo desembargador José Everaldo Silva, reconhece que o “combate ao racismo requer uma atuação diária e conjunta de toda a sociedade em prol da mesma causa comum: erradicar discriminação e o preconceito”.
Lembrem: racismo é crime e deve ser denunciado!”
O estado de Santa Catarina tem mostrado não apenas a persistência de comportamentos excludentes e discriminatórios, mas também a resistência de setores e cidadãos que batalham por uma sociedade inclusiva, partindo dos princípios legais que regem a natureza das relações sociais no país, o Brasil de porte continental tão rico em diversidade humana e cultural.




