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Deu positivo para poesia insone

Basta estar insone para estalar no ar uma poesia.

Intimidade com a arte.

Antes fosse um sonho, aquarela ou bebedice – desejos de embriaguez!

Mas em verdade se trata de um esquentamento no corpo invadido, e a cisma que impede o arrendatário do território corrompido, de confiar no sono.

Espírito em alerta na contagem dos segundos!

Jeito pandêmico de trafegar neste mundo.

Agora é um esgar que denuncia o enrijecimento muscular, a simetria da dor de quem tem corpo, e sabe que precisa respirar!

O medo em doses lentas é muito mais cruel do que o raio cortante, certeiro e fugaz?

Descobrimos como embalar nossa matéria tornada bomba letal em cheiros amenos e lençóis limpos, na esperança de não sofrer demais.

Há sempre alguém sofrendo mais!

Desconcertante poema sem rima, sem nicho de aplausos, sem sina de multidões!

Apenas mais uma madrugada de espera, assistindo a história do próprio país pela internet porque se comer demais enjoa e de menos enfraquece.

Horas de liberar primaveras e prometer encontros com a própria alma, enquanto algum relógio tilinta imitando um pingo de água.

Abraços enviados com sucesso pela tela mental àquele grupo de feminismo matricêntrico onde as mães vilipendiadas se aninham em busca de conforto.

Pinceladas de incentivos vibracionais àquelas insistentes pessoas que todas as manhãs recomeçam esquecidas dos obstáculos.

A mente anuncia reconciliação, convoca reunião com o organismo e anuncia que enfim há paz neste colóquio de umbigo, onde o monólogo é auto carinho para ninar o tempo e aniquilar o vírus.

Preciso de mais alguns dias para sair do labirinto.

Paciência! Paz Ciência!

 

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