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Desembargador rebate tese que piloto foi preso por ser “branco e rico”

O clima esquentou na sessão desta quinta-feira (12/2) na 2ª Turma Criminal do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT). O desembargador Josaphá Francisco dos Santos não poupou críticas à estratégia da defesa de Pedro Turra, classificando como “lamentável” a afirmação de que o jovem estaria detido apenas por seu perfil social e étnico.

A polêmica surgiu após o advogado Eder Fior declarar que seu cliente, acusado de agredir fatalmente o adolescente Rodrigo Castanheira, de 16 anos, teria sido preso por ser “branco e de classe média”.

Para o magistrado, a fala demonstra um desconhecimento profundo sobre a atuação da Corte.

“Com todo respeito à entrevista, é uma total desinformação e desconhecimento do Tribunal”, rebateu o presidente da Turma.

O relator do habeas corpus, desembargador Diaulas Ribeiro, também manifestou indignação.

Ele revelou que, embora a assessoria do advogado tenha enviado um pedido de desculpas posterior, a ofensa pública não seria apagada tão facilmente.

“Eu decido com a minha consciência e meus mais de 40 anos de vida jurídica. Não tenho nenhuma razão para ficar debatendo esse tipo de acusação”, afirmou Ribeiro.

Prisão mantida e denúncia agravada

No campo jurídico, a tentativa da defesa de colocar Turra em liberdade falhou novamente. Por unanimidade, a 2ª Turma decidiu manter a prisão preventiva do piloto, que está detido desde o dia 30 de janeiro.

O cenário para o acusado tornou-se ainda mais complexo nesta semana:

Rodrigo Castanheira faleceu após passar dias internado na UTI em decorrência das agressões sofridas. Com a decisão de hoje, o tribunal reafirma que a gravidade do fato e os indícios apresentados prevalecem sobre as alegações de viés social levantadas pela defesa.

*Com Agências

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