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Desembargador quer que operações policiais sejam gravadas em Alagoas

O cumprimento de uma decisão do STJ pode, ao menos, desestimular a filtragem racial das polícias brasileiras, na hora de atuarem em operações.

É o que espera o desembargador Tutmés Airan, coordenador de Direitos Humanos do TJ alagoano. Ele encaminhou ofício ao governador Renan Filho (MDB), solicitando que sejam postas em prática as condições para que a decisão da 6a Turma do STJ vire realidade.

Uma delas: as operações devem ser gravadas em áudio e vídeo e as provas devem ser guardadas até o final do processo. O desembargador fixa em 1 ano para que a polícia seja aparelhada e treinada.

O abuso policial no país é latente e em Alagoas é escandaloso. Davi da Silva e Jonas Seixas foram sequestrados por policiais, sob o falso pretexto de retirar das ruas mais um CPF vinculado ao crime. Ambos foram assassinados, ambos têm como acusados policiais que agiram como criminosos.

Os dois eram pretos e pobres, moradores da periferia de Maceió.

Estamos no século 21 e ainda existem policiais e uma rede de proteção às suas práticas de mal feitos e torturas que eram típicas dos capitães do mato- os pretos que caçavam escravos fugidos dos donos de engenho.

A história se repete. Talvez com a decisão do STJ, a frequência disso seja em menor escala.

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