Ser espírita livre em uma sociedade prenhe de padrões e vícios, tem sido a conquista deste tempo, onde não pertencer é sinônimo de alcance, mantendo fidelidade intelectual e moral aos preceitos do livre pensamento.
O elitismo de provar que sabe ronda os agrupamentos espíritas brasileiros, inclusive aqueles que se recomendam progressistas, no entanto, as armadilhas dos hábitos de manutenção de perspectivas sociais baseadas em correlação de força que perpassam o status quo, disparam alertas.
No meio das ruas tem sido importante saber ser espírita. Porque na verdade, ninguém além de mim mesma precisa saber disso para validar esta adesão de consciência.
Renunciando pertenças castradoras, misóginas e arrogantes, alço pensamento com alegria, relendo Kardec e dialogando calmamente com os espíritos, a limpar o embaçamento cognitivo que distribui cátedras.
Amar também nos capacita para desafiar carências e encontrar em fontes desinteressadas outros focos de ensinamentos sobre espiritualidade, no escarpado mundo das relações humano/espirituais que nos envolvem.
Em clima de convulsão política e econômica, não nos faltam caminhos de encontros, laboratórios de amor prático, onde quem mais sabe é aquele que mais entrega de si na jornada comum, sem ferir, sem precisar ser ferido.
Assim está sendo.



