Ausência de políticas públicas de segurança como principal variável para o crescimento da violência. Essa é a conclusão 
Na publicação, José Maria Nóbrega avalia as estatísticas de homicídios de 1996 a 2009 e mostra como o descaso com a Segurança Pública fez os índices de criminalidade dispararem ou oscilarem em patamares muito altos, na maioria dos Estados do Nordeste. Além da falta de política de enfrentamento da violência, o pesquisador aponta outras variáveis importantes na equação da criminalidade.
“O crescimento da economia no Nordeste, a ampliação de um mercado consumidor de drogas e o processo migratório do crime são pontos que também contribuem para a elevação das taxas de homicídios na região. No entanto, a estagnação das instituições coercitivas é o elemento mais determinante no aumento da violência”, pontua Nóbrega.
Em Pernambuco, o número de assassinatos só começou a cair em 2007. O pesquisador acredita que o estabelecimento de um Plano Estadual de Segurança Pública, através do Pacto pela Vida, é o principal responsável pela reversão dos índices locais de criminalidade. “Trabalhar com diagnósticos, metas e monitoramento da política, traz resultados”, completou José Maria Nóbrega.
O livro traz vários recortes na violência homicida com perfil das vítimas, instrumentos utilizados nos assassinatos e dados regionalizados.
São quatro capítulos. O último deles – As instituições coercitivas e os homicídios no Nordeste – traça um paralelo entre Pernambuco e São Paulo, dois Estados que obtiveram reduções nos índices de violência após o investimento em políticas públicas. Em São Paulo, o destaque é a continuidade das ações e a criação do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (estrutura copiada por várias outras Secretarias de Segurança do País).
O combate sistemático aos grupos de extermínio, dentro do Pacto pela Vida, é uma das armas de Pernambuco na redução da criminalidade. O evento de lançamento será também uma oportunidade dos interessados no tema debaterem com o autor.