O Palácio do Planalto monitora com atenção o aumento da desaprovação ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que atingiu 53,5% em março, segundo levantamento da AtlasIntel divulgado nesta quarta-feira (25).
A aprovação da gestão petista recuou para 45,9%, evidenciando um desgaste em comparação aos números de fevereiro, quando a desaprovação era de 51,5%.
Apesar do cenário de alerta, assessores presidenciais minimizam os dados e atribuem a oscilação negativa ao preço dos combustíveis, argumentando que a coleta de dados coincidiu com o período de maior pressão sobre o valor da gasolina nas bombas.
O desgaste mais acentuado foi registrado entre os extremos das faixas etárias, o que acendeu um sinal amarelo na articulação política do governo.
Entre os jovens de 16 a 24 anos, a desaprovação saltou de 58,6% para 72,7%, enquanto entre os idosos com 60 anos ou mais o índice passou de 39,2% para 50,8%.
O levantamento também aponta uma forte resistência no recorte de gênero e religião, com a reprovação chegando a 63,1% entre os homens e atingindo o pico de 85,5% no segmento evangélico.
Geograficamente, o governo enfrenta seus maiores desafios na Região Centro-Oeste, onde a desaprovação chega a 65,9%.
Em contrapartida, o Nordeste segue sendo a principal base de sustentação do petista, permanecendo como a única região onde a aprovação, de 55,6%, supera a desaprovação.
A análise interna do governo sugere que, passada a volatilidade dos preços de energia e combustíveis observada na última semana, os índices podem apresentar estabilidade, mas o foco imediato será em estratégias para recuperar o diálogo com o eleitorado jovem e religioso.
