Deputados requerem que MPF investigue “cura gay” na Assembleia de Deus

Na segunda-feira (16/10), deputados federais do Psol apresentaram uma representação ao Ministério Público Federal solicitando uma investigação da igreja Assembleia de Deus de Rio Verde, em Goiás, devido ao retiro “Maanaim”, que supostamente estaria promovendo práticas de “cura gay”. Os parlamentares argumentam que é fundamental coibir imediatamente essa conduta criminosa de tratamento de cura gay e investigar as vítimas para garantir a preservação de suas vidas.

A representação é de Erika Hilton (SP), Luciene Cavalcante (SP) e Pastor Henrique Vieira (RJ).

Os deputados mencionaram postagens feitas por Karol Eller, uma influenciadora bolsonarista, dias antes de sua morte, onde ela afirmava ter se convertido. Poucas horas antes de morrer ao cair do 4º andar de seu prédio em São Paulo, Karol fez uma publicação dizendo que havia perdido a guerra.

Em setembro, Karol, que era lésbica, anunciou que estava renunciando à sua sexualidade após retornar de um retiro religioso.

Karol Eller, que tinha 36 anos e antes de se tornar influenciadora digital, atuava como promotora de eventos e compartilhava sua história de vida nos Estados Unidos, contava com uma impressionante quantidade de seguidores, ultrapassando os 200 mil no Instagram e 700 mil no Facebook.

A representação enfatiza ainda que a prática da “cura gay” leva à negação da existência do indivíduo, o que aumenta os casos de depressão e outras doenças psicológicas. Eles citaram o caso de Karol Eller, que após participar do retiro, cometeu suicídio, alegando ter perdido a guerra e possivelmente se referindo ao fracasso em se tornar heterossexual.

Na quinta-feira (19/10), Karol será homenageada em um culto na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), onde trabalhava como assessora do deputado Paulo Mansur (PL). O deputado divulgou a homenagem nas redes sociais.

 

 

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