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Deputados esbanjam dinheiro em contratações suspeitas ou beneficiando famílias tradicionais

O tempo de eleição abriu os cofres da Assembleia Legislativa de Alagoas para contratações suspeitas de funcionários recebendo gratificação superando os R$ 11 mil. Mas também existe o outro lado: famílias com sobrenomes tradicionais na política local ganham cargos pela regra do QI, o Quem Indica. Para estes não há as regras da meritocracia, mas estas contratações coincidem com algum parente disputando as eleições. Coincidências? Na Assembleia Legislativa não existe acaso, mas fatos.

Trabalho trabalho mesmo não existe para todos porque não há espaço onde caibam todos. Funcionários do legislativo estadual- longe de viverem as condições nababescas dos colegas- dizem que são muitos os contratados sem função definida sem darem um dia de serviço. São os privilegiados, vivendo dos penduricalhos.

Outros casos, porém, quebram as regras. São as pessoas que seguem recebendo o Bolsa Família, reforçando os fantasmas na folha de pagamento da Assembleia. Em um único dia foram contratados três: moradores de Batalha, Maceió e Santana do Mundaú.

Por estratégia, a Assembleia nunca informa o gabinete onde os fantasmas estão alocados. Todos eles provam, porém, que no mesmo dia o poder público em Alagoas acumula casos absurdos.

Enquanto a Assembleia contrata todos os dias novos “funcionários” beneficiários do Bolsa Família, BPC ou Gás do Povo o promotor Coaracy Fonseca apura denúncia de consórcio de empresas que locam veículos para a Secretaria Estadual de Saúde com os valores dos contratos em atraso.

Ou seja: para uns existe dinheiro de sobra; para outros, a conta não fecha à procura de moedas pingadas. Como os deputados não são cobrados nem tem a sensação de serem regulados por alguém, tudo é permitido. Até enfrentar a Polícia Federal.

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