O deputado federal João Caldas (PEN) disse oferecer R$ 10 mil a quem informar o nome do responsável pelo ataque à sua rádio, em União dos Palmares, há três semanas. Segundo moradores, a pessoa que atirou o artefato provocando explosão seguida de incêndio já teria o nome cogitado na cidade, mas não foi ouvida pela polícia.
“O secretário [de Defesa Social] disse para mim que o caso já está 95% esclarecido. Mas quem tem 95% de um DNA não tem o DNA todo. Acho isso muito estranho. Como eles têm 95% de um caso esclarecido e não anunciam? Acho que só vão anunciar após a eleição”, disse Caldas, a quem a informação foi passada, segundo ele, durante a cerimônia de entrega da duplicação da rodovia AL-101-Sul.
O laudo do Instituto de Criminalística já estaria “praticamente pronto”, aguardando solicitação do delegado para ser remetido a União, onde moradores consideram que as apurações estão paradas.
Entenda
Dois homens explodiram, na madrugada de 13 de setembro, a rádio Farol FM, na cidade de União dos Palmares, zona da mata alagoana. O dono da rádio é o deputado federal João Caldas (PEN), que evitou fazer acusações ou citar ligações políticas.
O crime aconteceu por volta das 5h. A dupla foi vista por testemunhas pouco antes da explosão. Segundo as primeiras informações dos peritos, os equipamentos do local ficaram completamente destruídos e parte das paredes foi bastante danificada. O prédio foi esvaziado.
A Farol FM faz oposição ao atual grupo político que governa a cidade, capitaneado pelo prefeito Areski Freitas (PTB) e o ex-governador Manoel Gomes de Barros (PDSB), candidato a prefeito em União dos Palmares.
Segundo Caldas, a programação de quarta-feira da rádio veiculou gravações onde supostamente apareceriam o prefeito e o ex-governador realizado negociações ilícitas por cargos e um possível uso da máquina pública na eleição.
Com informações da Gazeta de Alagoas