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Deodoro e Exército temiam uma mulher no comando do Brasil: os bastidores do 1o golpe militar da nossa história

Os bastidores dos golpes na vida político-eleitoral brasileira estão cheios de histórias curiosas, que os pesquisadores vão revelando e nos surpreendendo (ou não).

O marechal Deodoro da Fonseca não sabia que daria um golpe na combalida monarquia de D. Pedro II e implantaria a República em 15 de novembro de 1889.

Soube disso dias antes, em 11 de novembro, quando foi chamado para uma reunião, com a presença de Rui Barbosa (que viria a ser ministro da Fazenda na República, de Deodoro), Quintino Bocaiúva, Aristides Lobo e Benjamin Constant.

O fim da escravidão um ano antes representava uma traição do Império contra a elite brasileira. Os problemas da monarquia com o Exército também.

Mas, o Exército e as elites tinham pavor de um Terceiro Reinado e com uma mulher no trono.

Dom Pedro II era diabético e se tratava na Europa. Não poucas vezes, a saúde frágil dava espaço para as especulações sobre sua morte a qualquer momento. E, no lugar dele, assumiria a filha.

Naquele Brasil patriarcal, uma mulher no comando do Império era um insulto.

Também não aceitava que o marido dela, o Conde D’Eu fosse o imperador. Porque ele havia nascido na França.

Deodoro acabou assumindo a ponta de lança da queda do imperador. Que, de fato, ocorreu, sem um disparo de um único tiro.

Nascia o primeiro golpe militar brasileiro.

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