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A cidade do Rio registrou nove mortes por causa de dengue em 2012, de acordo com boletim divulgado nesta segunda-feira pela Secretaria Municipal de Saúde. Até a última semana, a cidade registrava seis óbitos.
O número total de casos da doença no município já chega a 40.252. Até semana passada, 31.176 pessoas haviam sido infectadas pelo vírus.
As áreas de Madureira (zona norte), Bangu, Realengo e Campo Grande (zona oeste) registram mais de 60% dos casos no ano. Ao todo, cerca de 25 mil pessoas foram infectadas nestas regiões.
Dengue pode ser mais grave em pessoas com problema de coração
Especialistas da Sociedade de Cardiologia do Estado do Rio de Janeiro chamaram a atenção para o aumento do risco da doença em pessoas com doenças cardiovasculares. Segundo eles, esses pacientes podem ter o quadro agravado, principalmente em relação à queda da pressão arterial e síndrome do choque.
A maior preocupação é com pessoas que já fazem uso de anticoagulantes e antiagregantes, medicamentos que evitam a formação de coágulos nas artérias, por tornarem o sangue “mais fino”.
Como o vírus da dengue ataca as plaquetas, que são responsáveis pela coagulação sanguínea, e o uso desses medicamentos também reduz a quantidade dessas células, existe um risco aumentado de hemorragias, como explicou o médico Wolney Martins.
– Somente um especialista pode determinar como será o tratamento de cada paciente. Na grande maioria dos casos, o benefício trazido pelos antiagregantes e anticoagulantes é superior ao risco de sangramento e, dessa forma, mantém-se a utilização desses medicamentos durante a dengue.
Nas situações quando o risco de sangramento ultrapassa o benefício que o medicamento traz, é preciso recorrer à suspensão temporária, com retorno após a recuperação da dengue.







