Delegado acusa família Farias de oferecer propina sobre caso PC

Acusados de oferecerem a proposta, ao ex-deputado federal Augusto Farias, de retirá-lo do processo se ele aceitasse incriminar os quatro seguranças acusados de duplo homicídio por omissão de Paulo César Farias e da namorada dele, Suzana Marcolino, os delegados Antônio Carlos Lessa e Alcides Andrade, negaram a negociação, mas um deles- Lessa- disse ter sido procurado pelo jornalista Roberto Baia, por três vezes, que tentou suborná-lo em nome dos Farias.

– Não aceitei pela minha ombridade, disse Lessa, que é presidente da Associação dos Delegados.

O valor seria de R$ 100 mil.

Questionado pelo advogado José Fragoso- que faz a defesa dos quatro militares acusados no homicídio- porque não havia autuado o jornalista por corrupção, o delegado Lessa disse que esperou que ele apresentasse dinheiro, para “fazer o trabalho completo”. O advogado contestou o delegado. O juiz Maurício Brêda disse que Lessa não poderia produzir provas contra si mesmo.

O Ministério Público- lembrou Fragoso- recomendou a absolvição do jornalista. O entendimento foi seguido pela Justiça.
Ambos contaram que o depoimento de Augusto Farias aconteceu no escritório dele em Maceió (por conta do foro privilegiado, na época):

– Ele foi logo nos ameaçando dizendo que, pelas declarações que a gente estava prestando a imprensa, estávamos sendo interpelados na Justiça, afirmou o delegado Alcides Andrade.

– É de se estranhar porque se o advogado dele estava presente, ao lado do promotor de Justiça, isso não foi consignado aos autos, disse Andrade.

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