Defensoria quer internação involuntária de drogaditos

Em Alagoas, há três entidades privadas fazendo o tratamento dos dependentes e mais 18 comnidades acolhedoras, com 800 leitos, para drogaditos voluntários

A Defensoria Pública quer implantar, em Alagoas, o modelo de internação involuntária de dependentes químicos- o sistema não existe no Estado. A discussão aconteceu com a Secretaria da Paz.

Na internção involuntária- chamada também de compulsória- não há consentimento do drogadito, mas da família e por ordem judicial.

Em Alagoas, há três entidades privadas fazendo o tratamento dos dependentes e mais 18 comnidades acolhedoras, com 800 leitos, para drogaditos voluntários.

“A iniciativa de procurarmos soluções para resolver este problema surgiu após a demanda crescente de famílias que vem procurando a Defensoria Pública”, disse o defensor público, Ricardo Melro.

“A intenção da Defensoria Pública é fazer o Poder Público implantar a internação involuntária em nosso Estado e isso é urgente. Vários dependentes são assassinados por traficantes em face de cobrança de dívida, além de, também, ingressarem no mundo do crime. São situações extremas em que o Estado deve intervir, até mesmo porque essas pessoas perderam a capacidade de discernimento e viraram zumbis nas ruas alagoanas. Os pais buscam ajuda desesperados, não raro acorrentam seus filhos em casa para mantê-los vivos, e estes chegam a vender tudo que encontra em casa para adquirir a droga e quitarem suas dívidas com o tráfico. São pessoas que estão fora do controle e precisam ser resgatadas pelo Poder Público”, afirmou o defensor.

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