O corpo da brasileira Juliana Marins, de 26 anos, que morreu durante uma trilha no Monte Rinjani, na Indonésia, não será trazido ao Brasil com recursos do governo. A decisão segue uma norma estabelecida pelo Decreto nº 9.199, de 2017, do então presidente Michel Temer, que determina que a assistência consular brasileira não inclui o custeio de despesas com sepultamento ou translado de corpos de cidadãos falecidos no exterior.
Juliana foi encontrada sem vida quatro dias após cair de um penhasco durante a trilha. O resgate foi dificultado pelas condições geográficas e climáticas da região, e o corpo foi localizado a cerca de 600 metros abaixo da trilha principal. A operação de retirada envolveu equipes especializadas e durou quase um dia inteiro.
A legislação brasileira prevê que, em casos como esse, o Itamaraty pode oferecer apoio documental e intermediação com autoridades locais, mas não arca com os custos financeiros do transporte do corpo. Com isso, a responsabilidade pelo translado recai sobre a família da vítima, que agora busca alternativas para viabilizar o retorno dos restos mortais ao país.
